Suponha que foram e sejam milhões
os escritores que, em livros e artigos já falaram sobre Jesus.
Suponha que foram e sejam milhões os pregadores da fé que
anunciaram e aclamaram Jesus. Suponha, ainda, que milhares,
talvez milhões de crentes de outras religiões e considerável
número de ateus e agnósticos tenham lançado dúvidas sobre a
pessoa de Jesus de Nazaré. Eles dizem que Jesus não foi quem
dizem que ele era... Suas suposições não estarão longe de
verdade.
Agora, suponha você que alguém,
num programa de televisão para milhões de telespectadores lhe
perguntasse ao microfone:- “Quem foi Jesus de Nazaré? Diga isso
em sessenta segundos”
A pergunta foi feita a três
pregadores da fé que representavam três igrejas e três obras
sociais. O vencedor levaria dois caminhões de alimentos. Dois
responderam resumidamente, afirmando que pelo que tinham lido,
estudado e aprendido ao longo de 40 anos de pregação, Jesus era
o diálogo da humanidade com Deus e de Deus com a humanidade e
que ele foi o divino mais humano e o humano mais divino que já
passou por este mundo! Arrancaram aplausos da multidão. Cada
qual falou do seu jeito. Ambos encantaram a platéia.
O terceiro respirou fundo, fez um
longo silêncio, olhou para os presentes que o miravam em
silêncio, pediu desculpas e disse:- “ Infelizmente, em mais de
30 anos de leituras não aprendi a responder com tanta pressa a
uma pergunta tão grande como esta. Jesus não pode ser resumido
numa frase de um minuto. Nenhuma pessoa pode ser resumida em 60
segundos. Estou levando uma vida para responder a esta
pergunta; não saberia resumir Jesus em um minuto. Considerem-me
fora da competição”.
O apresentador consultou a direção
e esta reformulou a pergunta: - “Diga-nos em um minuto o que
você considera o mínimo que se espera de quem crê em Jesus!” Os
outros dois primeiro explicaram suas respostas anteriores e
deram razão ao colega: não se resume Jesus em 60 segundos. Entre
outras qualidades do discípulo de Jesus acentuaram a fé, a
solidariedade, o coração fraterno, o diálogo, o senso de justiça
e a humildade.
O terceiro fechou os olhos, fez
uma pausa de 15 segundos e disse: - “ Continuar aprendendo o que
já sabe, tentar aprender o que não sabe sobre Jesus e ensinar o
que já conseguiu assimilar”
Eram 20 perguntas. O primeiro,
muito simpático e brincalhão, venceu. Mas o terceiro saiu de lá
admirado pelos funcionários da emissora e, lá fora, pelos
telespectadores: haviam conhecido um pregador que quando não tem
certeza não fala, e quando fala, pensa em cada palavra que vai
dizer!