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Paróquia São Vicente de Paulo

No dia 29 de abril de 1937, o bispo Dom Carlos Carmelo de Vasconcelos Motta emite o decreto erigindo a nova Paróquia São Vicente de Paulo e nomeando o Padre Pedro Hermans, Lazarista, como o seu primeiro vigário.

No dia 11 de abril de 1937, o novo vigário escreve seu primo, o Pe. João Alberto Hermans o seguinte: “O Senhor Arcebispo acaba de me nomear vigário de João Paulo, um bairro de São Luís onde predomina a raça negra; as uniões ilegítimas são regra, a paróquia é pobre ao extremo, a capela não tem nada, nada”.

Essa nova Paróquia abrange mais ou menos o território entre o sacavém e a Camboa.

A posse se faz no local da igreja atual, um terreno de 100m por 40m doado pelo Dr. Armando Vieira. Ainda não tem nada construído, por isso, a cerimônia se desenrola debaixo duma árvore grande. Enquanto não se conseguir uma igreja, utiliza-se a Capela São Roque no local do Mercado atual do João Paulo.

No mesmo ano se inicia a escavação do alicerce de uma Igreja ampla. Infelizmente, a paróquia não terá condição de levar adiante esse projeto.

Uns três vigários se sucedem para acompanhar a marcha da nova paróquia: em abril de 1938, o Padre Fernando Vasconcelos, no início de 1939, o Pe. Odorico Braga Nogueira e no dia 26 de abril de 1940, o Pe. Cincinato Ribeiro Braga. Em julho do mesmo ano, os freis Honório e Ambrósio pregam uma mesma santa missão.

No dia 31 de janeiro de 1941, um novo vigário assume o pastoreio da paróquia, o Pe. Ladislau, padre muito dinâmico, ele favorece a caminhada dessa porção do povo de Deus e mais realista, ele resolve construir uma capela menor dentro dos alicerces escavados quatro anos antes.

 

A Paróquia é confiada aos Padres Lazaristas (1943-1953)

 

          Em julho de 1943, o Arcebispo entrega a paróquia na mão dos padres Lazaristas. O primeiro dessa congregação a ser nomeado vigário foi o Pe. Guilherme Vaspen, sexto vigário da paróquia.

          Mas, a permanência do novo vigário foi curta. No dia 10 de agosto de 1943, ele é substituído pelo Pe. João Alberto Hermans que, depois da missa de tomada de posse, se fez a consagração da paróquia a Nossa Senhora. O novo vigário encontrou na paróquia cinco associações: no centro funcionavam os vicentinos (1ª Conferência de São Luís), o Apostolado da Oração e as Terezinhas. Cediadas no colégio do João Paulo funcionavam também as Filhas de Maria Imaculada e as Luizinhas, orientadas pelas Irmãs da Caridade.

           No dia de finados se funda a Associação São José para ajudar na educação de seminaristas pobres.

          Já fez três anos que o Pe. Alberto é vigário da Paróquia. Deixou a sua marca. No dia 07 de junho de 1946, ele é transferido para o Pará e o bispo nomeia o Pe. Afonso de Graaf como o seu substituto e oitavo vigário da paróquia.

          São Luís recebe o seu novo Bispo, Dom Alberto Sobral. No dia 11 de agosto todos os paroquianos estão na pista para saúda-lo com bandeiras e fitas.

          Dentro de dez anos de existência, a paróquia conheceu dez vigários diferentes. Em setembro de 1947, o Pe. Adriano Naaldem recebe a sua nomeação como o 11° vigário da paróquia. Será o primeiro padre a permanecer mais de cinco anos conosco.

          Em outubro de 1948 se faz o lançamento da pedra fundamental da nova Matriz. Infelizmente, essa iniciativa vai ter pleno êxito somente 15 anos depois!

          Por essa relação, notamos que o território da Paróquia é imenso. É o eu vai acontecer no começo de 1953 com a criação de três novas paróquias, Filhas de São Vicente. Em março, Dom José de Medeiros Delgado erige as paróquias de São Judas Tadeu, Nossa Senhora da Conceição de Monte Castelo e São Pantaleão. Essa última é formada em parte somente pelo território de São Vicente. Aos padres lazaristas, a nossa paróquia deve mil agradecimentos pelos dez anos de dedicação.

         

Dez anos com os padres da terra (1953-1963)

 

          Do Pe. Geraldo Brochado, sabemos apenas que vivia no quarto construído atrás da Igreja e que pouco saia de lá. Não gozava de uma boa saúde muito boa.

          No dia 12 de março de 1956 o Pe. Joacy Neves Rodrigues assume o pastoreio da Paróquia. No começo, ele morou no Arcebispado, mas depois se mudou com sua mãe numa casinha na frente da igreja. Todo dia depois de celebrar na paróquia, ia trabalhar na universidade.

          A 26 de fevereiro de 1958, Dom José de Medeiros Delgado nomeia o Pe. Antonio William Fontoura Chaves como vigário. Com ele se inicia todo um movimento que findará com a criação da Paróquia de Fátima. No dia 03 de agosto se demarca o terreno onde será construída uma capela no Alto de Fátima. Em novembro, dia 16, a imagem de Nossa Senhora de Fátima vai da igreja São Vicente de Paulo para o Alto de Fátima a fim de presidir a construção do seu Santuário. É uma das mais belas e concorridas procissões da história da Paróquia, afirma o vigário. No dia 13 de maio de 1959 se inaugura a Sacristia de Fátima e a paróquia criada no dia 13 de março de 1960. É a quarta filha de São Vicente.

          O Pe. Fontoura, muito dinâmico, preside também a luta para construir a igreja atual. Começa no dia 13 de maio de 1959, mas terá que deixar a obra inacabada.

          O Salão Paroquial foi inaugurado no dia 29 de junho de 1960.

          Depois de uma longa briga com o prefeito e com outras pessoas, ele inicia a construção da praça da Matriz em outubro de 1960. Em 25 de março de 1962 com a nomeação de Pe. Francisco Carneiro Soares como 16° Vigário da paróquia.

          No dia 17 de outubro de 1962 a diocese de Sherbrooke no Canadá assina um contrato pelo qual se compromete a mandar dois padres para assumir a paróquia a partir do dia 15 de março de 1963.

          Em dezembro, o Pe. Hélio Maranhão vem dirigir a caminhada da paróquia até a chegada dos canadenses.

          A partir de janeiro de 1963, não se exige mais espórtulas pela Missa e se aceitam todas as intenções, dando assim continuidade à experiência inaugurada no ano anterior pelo Pe. Francisco Soares.

         

A Paróquia Irmanada com uma Igreja do Canadá

 

          No dia 15 de março de 1963, o Pe. Roberto Lessard é empossado somo 18° Vigário da paróquia, assistido pelo Pe. Gilles Lacroix. Eles vêm cumprir o contrato assinado no ano anterior

          No dia 26 de março de 1963, a Madre Provincial das Filhas de Caridade do Sagrado Coração de Jesus de Sherbrooke (Canadá) visita a paróquia e aceita de mandar quatro irmãs para o ano vindouro.

          O dia 10 de dezembro de 1963 marca uma data importante para a comunidade: chegam as quatro irmãs na paróquia.

          E junho os padres se mudam para a nova Casa Paroquial.

          Em setembro se faz a inauguração da nova Igreja Matriz e da Capela-Salão São Paulo na rua Agostinho Torres – João Paulo.

          No dia 25 de março de 1965, funda-se oficialmente o primeiro Praesidium da Legião de Maria na paróquia.

          No dia 02 de setembro de 1965 chega do Canadá um outro missionário que ajudará o Pe. Gilles: é o nosso atual vigário, o Pe. Jean Claude Roy.

          Em abril de 1967, o Pe. Roberto Lessard deixa a Paroquial e volta para o Canadá. O Pe. Gilles Lacroix passa a ser o 19° Vigário.

          No dia 25 de março, funda-se o Praesidium Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos do Bom Milagre.

          Vamos destacar apenas a fundação de mais um Praesidium da Legião de Maria no dia 31 de outubro. Trata-se do Praesidium Nossa Senhora dos Anjos da Capela São Paulo que já vem funcionando desde janeiro de 1966. 18 catequistas concluem o curso de quatro anos.

          No mês de setembro de 1971 o Pe. Gilles Lacroix deixa a Paróquia e o Pe. Cláudio Roy se torna o 20° vigário.

          No dia 26 de maio, chega outro padre para ajudar o vigário, Pe. Cláudio. Trata-se do Pe. André Giroux que trabalhava antes em Peri Mirim.

          No dia da festa da Imaculada Conceição surge um novo Praesudium da Legião de Maria no Bom Milagre: o Praesidium Maria Imaculada.

          No dia 02 de junho de 1975, o Pe. Cláudio sai para um ano de estudo no Canadá. No mesmo mês recomeça a adoração da primeira sexta-feira do mês. Em julho, se faz uma reforma nos salões: janelas, bancos, calçada da Igreja etc.

          No dia 15 de março de 1976, se inaugura o CET, Centro de Estudos Teológicos para a Formação dos seminaristas e de alguns leigos.

          No dia 11 de dezembro de 1977, o Pe. André Giroux deixa a paróquia e volta para a sua terra.

 

2- Livro Tombo II (20/01/1982 – 31/08/1984)

 

          Pe. Vitor Asselin – 31/12/1981

          Grupos de cinqüenta famílias responsáveis

          Lança livro: “grilagem, corrupção e violência em terras do Carajás”.

          Em maio de 1982, recebe ameaças de morte por telefonemas, carta e artigos em jornais.

          02/12/1982, a Igreja Matriz foi arrombada e levaram o Sacrário com o Santíssimo.

          Monsenhor Hélio Maranhão descreve todas as atividades pastorais e acontecimentos eclesiais e sociais.

          Aos 25 de janeiro de 1983 – o Arcebispo nomeia Pe. Hélio Maranhão, Vigário da Paróquia São Vicente de Paulo, posse aos 31/01/1983 às 19h.

 

Livro Tombo III (Setembro de 1984 até 14/08/1997 pág. 154)

Padres Dehonianos

          Dom Paulo Eduardo Andrade Ponte

          Provincial Pe. Silvino Vicente Kunz, SCJ.

          A Paróquia São Vicente foi assumida por três anos pela Congregação dos Padres do Sagrado Coração de Jesus, depois renovado o convênio entre Arquidiocese e Congregação até hoje.

          Aos 15/02/1987 até fevereiro de 1990: Pároco - Pe. Pedro Paulo Dias, SCJ foi o primeiro Dehoniano a dedicar-se nesta porção do povo de Deus, apesar de problemas de saúde.

         

          Pe. Luís Carlos Pedrini, SCJ (25/02/1990 – 02/06/1993) muito empenhado na administração, conservando o patrimônio e melhorando as Igrejas e acompanhando as pastorais e movimentos com muita atenção, realizou as Santas Missões com os Freis Capuchinhos em 1991 e investiu na formação dos leigos.

          01/08/1993 – Pe. Mário Peixe, SCJ. Sai 09/01/2000 às 19:30h. Um dos padres que mais tempo permaneceu pastoreando esta paróquia. Procurou acompanhar as pastorais e movimentos e divulgar o carisma dehoniano. 

 

Livro Tombo IV

          Pe. Sebastião Oliveira Silva, SCJ – 09/01/2000 – 06/01/2002. Nos dois anos de serviço pastoral procurou manter a caminhada pastoral da paróquia.

 

          Pe. Aurélio Mariotto, SCJ – 27/01/2002. Vindo das experiências do leste do Brasil procurou dar continuidade à caminhada da Paróquia com a colaboração dos confrades dehonianos,

          Pe. Alcides Vendelino Pedrini, SCJ – 21/03/2004. Depois de vinte anos de vivência pastoral no Maranhão, passando dez anos na Paróquia São Pedro de Pindaré Mirim e sete anos na Paróquia Santa Rita em Imperatriz e três anos na Orientação dos padres dehonianos no Maranhão e na diretoria da Conferência dos Religiosos do Maranhão, procura desenvolver um trabalho na formação da pastoral de conjunto, na formação integral e continuada de todas as lideranças, destacando as pastorais litúrgica, catequética, dízimo e incentivando outras pastorais e movimentos, fortalecendo a dimensão missionária de todos os batizados na formação e com a experiência das Santas Missões Populares.


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Dehonianos no Mranhão, 40 anos neste chão!