Queridas
famílias, estamos em um novo ano já se faz quase quatro meses.
Quando este ano de 2011 estava prestes a começar eu escrevi este
artigo, pois algo rondava meus pensamentos e me fazia pensar
como os acontecimentos se repetem. Querendo dizer com isso que
muitas coisas se repetiram em 2010 e agora podemos concretizar
como muitas situações do ano passado estão se repetindo em 2011.
Os fatos se
repetem de tal forma que até parecem com as famosas estações do
ano (inverno, verão...); como se ficássemos esperando a data
certa para eles acontecerem e assim podermos presenciar, ou
escutar nos noticiários e rádios ou ler nos jornais. Confirmem
comigo o seguinte:
Todos os anos
as mesmas cidades sofrem com fortes chuvas que como
conseqüência, causam enchentes, perdas, mortes, dores e
lágrimas. Em contrapartida, em outras cidades, também já
conhecidas por todos nós, todos os anos sofrem com a seca que
castiga e mata. Não é verdade?
Todos os anos
ouvimos e/ou olhamos casos de guerras, terrorismos, fenômenos
naturais devastadores, corrupção, assassinatos, seqüestros,
abusos sexuais e de poder. Todos os anos crianças desaparecem,
de casas e maternidades, de escolas e creches; são maltratadas.
Os idosos da mesma forma sofrem nas mãos de quem não tem amor
por eles e sofrem pelo abandono dos filhos juntamente com o
descaso dos “profissionais” que se dizem “responsáveis” para o
seu acompanhamento.
Sem falar nos
confrontos entre bandidos e policiais que sempre acabam levando
a vida de quem não tem nada a ver com a confusão. Os “que não
tem nada a ver”, na verdade, são os mais atingidos, fisicamente,
psicologicamente, pela desconfiança e pela insegurança que a
violência traz.
E assim, vocês
podem ainda confirmar, como as situações confirmam, como o caso
do Japão, do Haiti, do Egito e daqui do Brasil confirmam: os
fatos voltam e voltam sempre. Causando em nós certo desconforto,
um pensamento de que nada tem jeito ou solução ou de que nada
vai mudar. Vocês já se sentiram assim?
No entanto,
queridas famílias, para nós que somos cristãos, cabe a tarefa de
não nos desesperar a fim de não desesperar os demais, pois há
algo que também não muda, que sempre volta, que está sempre
conosco: Jesus Cristo, o motivo de nossa esperança. E todos,
principalmente os que sofrem, precisam saber disso. Pois, se há
tantas catástrofes no mundo, é porque há muitas mãos mexendo na
obra do Criador e poucos corações abertos para Jesus agir. No
caso das muitas perdas, Jesus sempre preencherá o vazio do
coração dos que perderam coisas e pessoas e os consolará em suas
dores. Eis nossa missão de famílias, rezar e testemunhar essa
verdade, onde cremos que Jesus é a nossa esperança e a esperança
para todo o mundo.
Para
concretizar a veracidade do parágrafo acima, gostaria de chamar
a atenção de todos vocês para mais este acontecimento do ano: a
morte do ex-vice-presidente José Alencar. Para quem o acompanhou
em sua enfermidade, mesmo que de longe, como nós pelos
noticiários, pudemos observar como reage uma pessoa com um
grande problema de saúde, mas com uma enorme esperança. Quem não
lembra das tantas entradas e saídas deste homem para as salas de
cirurgia? Sempre do mesmo jeito: confiante, otimista e
esperançoso. Queridas famílias eis a certeza: Jesus jamais
abandona aqueles que nele confiam e aqueles que procuram
estruturar suas casas nEle.