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Congregação dos Padres do Sagrado Coração de Jesus
Dehonianos no Maranhão, 40 anos neste chão!


Seminarista Anderson

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Evangelizar é um dos elementos que caracterizam os discípulos escolhidos por Jesus e que assumiram o compromisso de anunciar a boa nova do Reino de Deus. Diante de tal afirmação quando nos denominamos cristãos, logo uma de nossas atribuições fundamentais é evangelizar.
Anunciar ou difundir o Evangelho faz parte de nossa identidade, se não cumprimos com este preceito automaticamente estamos negando as nossas raízes. Devemos entender que evangelizar vai muito além de fazer comentários sobre textos da Sagrada Escritura ou da Doutrina Católica, devemos estar fundamentados em ambas, mas somente isto não basta.
Evangelizar é preciso, é preciso evangelizar, mas para que esse verbo se concretize é necessário, em primeiro lugar, ter uma adesão intima à pessoa de Jesus Cristo. Não basta anunciar o Evangelho através de palavras se antes não o anunciamos com o coração. Até mesmo no silêncio é possível evangelizar, pois o homem que fez uma experiência intima com o Cristo, utiliza das palavras como um meio para anunciar e não como um fim. Muito mais que nas palavras, através do testemunho de vida ele revela ao mundo sua intimidade e fidelidade com Deus e com a proposta que Cristo deixou presente no Evangelho.
Observando as cartas de São Paulo encontraremos diversas passagens que podem nos provocar quanto à responsabilidade que devemos ter em torno do projeto de evangelização. Precisamente em 1Cor 9,16 temos um trecho que traz uma grande contribuição para nossa reflexão: “Anunciar o Evangelho não é titulo de glória para mim; pelo contrário, é uma necessidade que me foi imposta. Ai de mim se eu não anunciar o Evangelho!”. Diante desse versículo podemos interpretá-lo numa perspectiva pessimista ou otimista, isso depende de como assumimos nossa postura diante da responsabilidade que nos foi confiada.
Não resta duvidas de que São Paulo assumiu a radicalidade do Evangelho, anunciar a boa nova do Reino de Deus através do Cristo Ressuscitado, mesmo que sofrendo fortes represarias por parte das autoridades da época sem ganhar nada em troca, era motivo de realização para ele.
São Paulo acreditava e vivenciava uma espiritualidade fundamentada no dever. A ideia de dever para nós Cristãos está relacionada ao cumprimento às leis de Deus. Nossa natureza corrompida pelo pecado original se inclina para as coisas más e só através da disciplina e ascese – muito bem vistas por São Paulo – é que cumpriremos os desígnios de Deus para nossas vidas e em consequência alcançaremos a realização pessoal e a verdadeira liberdade. Por isso e com isso devemos assumir nossas responsabilidades não porque elas nos geram bem estar ou prazer e sim porque é nosso dever.
Enquanto Cristãos temos que ter sempre bem presente o que diz o salmista: “Feliz quem teme a Javé e anda em seus caminhos” (Salmo 127,1). Deus sabe o que é o melhor para nós, portanto, à medida que vamos sacrificando nossas vontades para fazer a vontade de Deus é que atingimos a maturidade e liberdade espiritual.
A partir de toda essa reflexão temos a oportunidade de lançar um olhar diferenciado sobre nossa realidade atual. Como estamos conduzindo nossa caminhada e nossos compromissos de Cristãos? O exemplo de São Paulo é provocador para nossas vidas, será que a evangelização tem sido uma de nossas prioridades? 
Numa sociedade onde a relativização de todas as coisas se tornou algo muito natural é preciso que assumamos os nossos deveres e anunciemos com coragem o Evangelho de Jesus Cristo, sempre fundamentados na Sagrada Escritura e na Tradição da Nossa Igreja Católica. Que o Senhor Nosso Deus nos conceda a virtude da coragem, para que mesmo em meio a todas as adversidades possamos anunciar através das palavras e principalmente do testemunho o valor de ser Cristão. Evangelizar é preciso, é preciso Evangelizar!

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Evangelizar é preciso, é preciso evangelizar!
por: Anderson Pinheiro de Moraes